sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Novo Blog

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Erros do Protestantismo

O  núcleo da fé protestante, mais ainda que a doutrina da Sola Scriptura, é a doutrina da Sola Fide. Pode se dizer, que o protestantismo surgiu graças a essa inovação teológica no que diz respeito área da solterologia. É a doutrina primordial da crença protestante, pois foi o que deu origem a ela. O Protestantismo nasceu da tentativa de implantar a doutrina da salvação somente pela fé (e a negação do purgatório), no seio do Catolicismo. A sua automática rejeição por parte da Igreja, deu nascimento ao Protestantismo, que consequentemente viria a negar mais tarde não apenas a doutrina católica a respeito da justificação, como também juntaria um amontoado de erros ao seu credo. Por exemplo o calvinismo mais tarde, como resultado do desajuste causado pela doutrina da Sola Fide (Salvação somente pela fé), negou a existência do próprio livre arbítrio humano, caindo em um determinismo assustador que na pratica transforma Deus no causador de todo mal e responsável pelas tentações do homem. Um Deus dualista, que é tanto bom, quanto mal. O que era antes apenas uma questão controversa, sobre matéria de como o homem se justifica diante de Deus, se transformou mais tarde em toda uma religião montada para ser a antítese do Catolicismo. A negação do purgatório, do valor das obras, a Comunhão dos Santos, a visibilidade da Igreja, o Primado do Sumo Pontífice, etc, se juntaram rapidamente ao arsenal de heresias com o objetivo de atacar a Igreja.

A maior contradição do Protestantismo é a negação de varias dessas doutrinas praticas, que sempre foram cridas no Cristianismo por mais de 1500 anos antes da "reforma". Que o protestantismo é uma religião sem qualquer vinculo com Cristo e com os Apóstolos, isso é fato inegável. O protestantismo é algo totalmente novo, portanto essa é a definição mais simples de uma falsa religião. Não tem ligação por meio da Tradição, lingando a Cristo, o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, na outra "ponta".

As doutrinas de característica protestantes foram todas explicitamente negadas pelos Santos Padres da Igreja do seculo I ao VIII. Negada também por maioria dos Teólogos Medievais. E por qual razão as pessoas ainda fazem parte de uma religião como essa, que claramente é "fake"? A resposta é simples, na maioria delas são vitimas de ignorância religiosa. Acreditam que essa maneira de crer, sempre existiu, mesmo antes da Igreja Católica "mudar" o Evangelho de Cristo, e centralizar todo o culto cristão em volta do Papa. Toda essa grande mentira, contada com o maior ar de naturalidade do mundo. Em muitos países as seitas protestantes, são tratadas assim: Como seitas, não igrejas. Pois é que elas são.

As Escrituras Sagradas (a própria existência delas), as catacumbas, as imagens nas catacumbas, as liturgias antigas, os escritos dos Santos Padres e escritores eclesiásticos, o testemunho dos mártires, os decretos dos Concílios  tudo isso é fonte que facilmente desmarcara os erros do protestantismo em uma primeira analise meramente superficial.

A incoerência protestante chega ao extremo de considerar idolatras e blasfemadores, pessoas como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, Santo Efrem da Síria, São Cipriano de Cartago, e tantos outros santos sábios e mártires dos primeiros seculos do Cristianismo. Então no que o Protestantismo crê? O protestante cara de pau, dirá que considera e respeita as pessoas listadas a cima. Mas não concorda com algumas de suas posição. "Nos admiramos Agostinho, Gregório Magno, Justino, Crisóstomo, os mártires, etc. Mas eles não eram infalíveis". Onde se lê "não eram infaliveis" leia "eram terríveis blasfemadores, idolatras servos do demônio". Ou seja, na verdade não concordam com quase todas as suas posição, pois todos eles são Católicos. Eles colhem uma coisinha ali, e outra aqui, que podem aparentemente dar apoio a alguma doutrina protestante. A Igreja respeita os Santos Padres, acredita também que não eram infalíveis que erraram em algumas posições,  MAS os católicos podem selecionar os erros dos Padres. Eles eram católicos também. O que cada Santo Padre falou, em comum acordo com a Tradição, com a voz de outros padres, com os decretos dos Concílios e dos Papas, que se harmoniza com a pratica corrente da Igreja tanto no Ocidente quanto no Oriente, isso nos acolhemos. O consenso dos Padres é um critério fundamental para distinguir, a legitimidade de uma doutrina. Mas nunca nenhum protestante será capaz de ler algum escrito de um cristão primitivo em sua integridade e aceitar toda a fé ali exposta. E por qual razão não leem outras fontes primitivas? Na verdade simplesmente não existem outras fontes cristãs primitivas, que não sejam católicas. Essa foi a unica Igreja que Cristo fundou. O protestante já se vê frustado logo no inicio da historia do Cristianismo e tem que inventar qualquer escapismo, para não aceitar a verdade.

O que é relativamente simples: O protestante tem que aceitar, que logo apos a morte dos Apóstolos até a famigerada "reforma", a Igreja simplesmente entrou em um periodo de trevas até ser resgatada pelos "reformadores". As confissões de fé da Igreja Católica (Concilio de Niceia, Concilio de Basileia-Ferrara-Florença, Concilio de Trento, Concilio Vaticano I...) sempre refletiram a tradição bilenar da Igreja de Deus, enquanto que as confissões protestantes do seculo XVI em diante (Augsburgo, Westminster, Dort...), sofrem todas elas de incoerências doutrinarias muito sérias. Tentaram afirmar que eram "católicos" (cara de pau é pouco para definir), mas deixaram explicito a opinião de que a Igreja ficou seculos a fio vitima da idolatria, das trevas e da blasfêmia. Mas e as promessas de Cristo de que o Inferno não prevaleceria contra a Igreja, e que enviaria o Espirito Santo para instruir em tudo aquilo que ainda precisaria ser ensinado e feito até o fim dos tempos? Para isso o protestante jamais terá uma resposta satisfatória.

sábado, 23 de julho de 2011

Santa Maria do Egito, Amy Winehouse e um mundo sem Deus

Não, o blog não virou central de fofocas, nem vou ficar conjecturando sobre como ela morreu. Mas é bom falar um pouco sobre a relação de Amy Winehouse, com a vida proposta pelo mundo, e a contraposição dessa mentalidade, com a escolha de Santa Maria do Egito. Santa Maria do Egito viveu no anos 500 d.C, antes de sua conversão foi prostituta ainda muito jovem, era uma mulher cínica e desesperançosa com vida. Um dia se juntou a peregrinos em uma viagem a Jerusalém, chegando a igreja uma força invisível não permitiu que ela entrasse. Do lado de fora, diante de uma imagem da Virgem Maria, ela percebeu a imensidão de seus pecados e a necessidade da sua conversão. A Virgem mandou que ela seguisse uma vida eremítica, no deserto alem do Rio Jordão. E assim ela fez até o fim da sua vida. Santa Maria do Egito viveu em uma época em que o respeito a Deus e pelas coisas sagradas, era muito maior do  que isso que vemos hoje. Muitos como a cantora Amy Winehouse não vitimas de um mundo secularizado, sem Deus, presas fáceis do Inimigo da humanidade.

Há uma relação muito visível entre sua morte e a ausência de uma vida pautada pelos valores da religião. A vida dela é o reflexo da vida de muitos que estão hoje perdidos, muitos que ainda não conseguiram compreender o que significa realmente viver, ter liberdade e ser feliz. Ela foi o reflexo de uma sociedade que alimenta de todas as formas esse tipo de comportamento e com certa cara de pau,  lamenta quando aqueles que seguem a cartilha a risca, colhem os frutos daquilo que vendem. Uma pessoa jovem, com um futuro todo pela frente se perdeu dentro dela mesma e não conseguiu mais se achar. Assim como ela, tantos seguem esse mesmo caminho. E a sociedade julga-os e condena mas não faz nada para compreender, onde que ela realmente errou. A sociedade não é capaz de dar aquilo que essas procuram. Depois que provam tudo o que é oferecido pelo mundo, elas não encontram uma forma para acalmar as suas almas. O mundo não tem esse remédio e não interessa para ele, apontar o caminho. E existe uma razão para isso: Quando o amor humano toma posse do bem maior, o mundo faz de tudo para destruí-lo. No momento em que ela se entregou aos aos amores do mundo, se perdeu imaginando que felicidade era um apenas um momento que só poderia ser vivido se ela estivesse extasiada com o álcool, drogas, e uma a sexualidade torpe. Mas não apenas ela: todos os jovens que frequentam esses bailes para "pegar todas", todas as meninas que acham que se comprometer é para pessoas fracas, que homem tem que sofrer, que a roupa sempre curta demais é algo bom, pois os caras tem que olhar e desejar mesmo; todos os caras que veem as mulheres como objetos de uso, que traem as namoradas porque namoro "serve pra isso mesmo", que pensam que "se casar e não der certo, é só separar e pronto", essa cultura destrutiva de "que não tem nada demais", na verdade nunca nada tem nada de relevante.
Alguns filmes, músicas, festas, livros de auto-ajuda, bla,bla,bla: tudo isso contribuiu para que hoje em dia se relativize tudo e as pessoas entendam que elas se bastam. O mais engraçado que, apesar de crerem que se bastam e são totalmente suficientes, são totalmente dependem de amores (no mais das vezes amores falsos) de homens, mulheres para alcançarem a felicidade, e da aprovação de terceiros para se sentirem bem. Estou dizendo dependem. Sim, Deus fez do ser humano uma criatura que vive em sociedade, o amor verdadeiro entre um homem e uma mulher é algo lindo, e abençoado por Deus desde Adão e Eva, elevado a nível de Sacramento do Matrimonio através de seu Filho Jesus Cristo. A Igreja é uma sociedade, Reino de Deus, em que todos dependem uns dos outros, neste vale de lagrimas para alcançarem a Salvação. Mas muitos encontram-se em uma situação estranha, muitos se angustiam porque a (o) ficante/sei-lá o que se foi. Ficam revoltados pois o outro que o (a) ama o (a) feriu e não sabem perdoar. Por esse caminho, esses muitos começam a crer que apenas eles se bastariam. Pensam que são felizes quando estão dançando, beijando, transando com qualquer pessoa. Que isso é felicidade. E acham mesmo. Até o instante que confrontam tudo o que fizeram nas suas vidas. Só por graça Divina elas percebem, que o fim ultimo do ser humano, não são momentos, coisas, ele mesmo e nem outro ser humano. Mas sim Deus.

Quantos por ai se dizem católicos acatam os 10 mandamentos (mas o sétimo, oitavo e o nono, depende da situação) mas não aceitam o magistério da Igreja em integridade. É uma tremenda bobagem bater o pé e dizer que é católico, que crê na eucaristia, que Jesus é Verdadeiro Deus, defender a intercessão dos santos quando ao mesmo tempo discorda do Sagrado Magistério em pontos primordiais para defender a vida, como a condenação do aborto, a eutanásia, a contracepção, entre outras. Se duvidamos da Igreja, então nossa fé não tem fundamento. "Como não sigo a nenhum outro senão Cristo, da mesma forma eu não consulto a ninguém a não ser Sua Santidade (Papa Damaso), que está na cátedra de Pedro. Porque ele é a rocha em que a Igreja está construída" (São Jeronimo ano 420 d.C)
A coisa anda tão feia, que falar de Deus e da Igreja em um momento como esse pode soar "brega", "inconveniente", podem passar a pensar que não sou tão inteligente assim. Falta Deus no mundo e nas pessoas. Mas quantas lagrimas precisam ser derramadas para se darem conta disso? O mundo nunca será um paraíso na terra. Isso jamais vai ocorrer, está é a natureza do mundo decaído. O nosso objetivo é a pátria nos celeste, e mostrar o amor de Cristo para cada pessoa, ajudar a aliviar as dores dessas pessoas e dizer que Ele é a nossa felicidade. As pessoas merecem saber, merecem ser incentivadas a procurar algo alem de festas, sexo e bebedeira. Com certeza muitos vão me achar "conservador" logo não mereço atenção nenhuma. Condenar certas coisas consideradas extremamente comuns é falta de tolerância, é feio, não é? Afinal deve-se respeitar o conceito (algazarra) do pluralismo de ideias na sociedade "democrática". Falar a verdade faz gente perder o crédito mesmo. Ser Cristão é isso.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Culto

Culto em sua noção fundamental é uma espécie de honra, sinal de estima tributada a uma pessoa por sua excelência. Mas o culto acrescenta a estima, o sentido de própria inferioridade e sujeição a pessoa honrada. De maneira que o culto em sentido próprio, é a manifestação externa feita a uma pessoa superior em reconhecimento de sua excelência e submissão própria.

Sendo Deus o Ser Supremo e Senhor absoluto do Universo a ele se deve o culto em grau maximo, que coincide com a nota essencial da religião que consiste precisamente em honrar a Deus por sua excelência e servi-lo como Senhor. O culto como ato da religião é devido exclusivamente a Deus (onde se deduz a gravidade do pecado de idolatria): Uma forma inferior de culto religioso as criaturas será licita apenas enquanto for ligada a Deus e Deus manifesta nelas a Sua virtude.

Distinções:
O culto por sua natureza, não é apenas interno, mas sim também externo: o externo pode ser privado e individual, e publico o oficial (autorizado pela Igreja). O culto singular devido a Deus se chama latria (do grego servir), adoração; o tributado aos santos se chama dulia (do grego servir), veneração. O culto a Santíssima Virgem se chama hiperdulia. As imagens são tributados cultos relativos, em consideração as pessoas representadas; as relíquias também culto relativo a pessoa a quem pertencem, por razão de contato.

A Humanidade de Cristo é objeto de culto latrêutico, com está diferença que Deus é adorado em si e por si, em vez disso a Humanidade de Cristo e em si, mas em razão do Verbo a quem está hipostaticamente unida.

terça-feira, 1 de março de 2011

Ponderações sobre a vida moderna...



Bom, carnaval chegando e estive pensando postar em algumas ponderações nesse meu humilde blog a respeito. A respeito de como esse mundo, e nossa sociedade tem passado por uma mudança drástica de comportamento nesses últimos anos. O que já era moralmente reprovável, parece que está se acentuando como pratica normal, gradativamente na sociedade moderna.

O que importa realmente é seguir o modo de vida patético que o mundo vende: "você pode tudo, você é livre, não aceite proibições, faça o que quiser, seja feliz". Mas é só isso? E quando o "jogo" terminar, como fica? Modo de vida totalmente desligado de um sentindo, ou fim práticos, que não dão razão a existência de qualquer individuo com mais de dois neurônios, e que espera mais da vida times do que futebol, festas, baladas, drogas ou orgias. Isso quando não colocam Restart no meio...bom, deixa para lá.

E em "relacionamentos"? É bem comum, ouvirmos de varias pessoas, que beijaram 10, 20 em uma noite. E qual é a vantagem disso? E mais ainda, naquelas historias:  

Fulaninho "fica" com fulaninha, pois o acha bonitinha ou vice versa (mas vezes uma das partes pode ter motivos nobres); dão uns beijinhos, dizem palavras bonitas um ao outro, uma semana depois uma das partes some, não liga ou se torna indiferente. Pois simplesmente não gostou, enjoou, e só queria uma "ficada básica", e para isso sinceridade não seria uma boa ideia. Tudo parte de uma farsa, montada sobre mentiras, insinceridade e omissões. A outra parte esquece rapidamente ou fica arrasada dependendo do caso.

É estranho, mas isso acontece muito por ai. Tudo isso, causado por uma sociedade que doutrina as pessoas, a serem egoístas (beirando uma maldade infantiloide), e pouco se importando com o bem estar alheio, a não ser o próprio. Tudo isso culpa do hedonismo.

Tocando no assunto sexo, outro detalhe é a maneira infantil, como a sociedade moderna encara esse tema...se é que as pessoas hoje realmente entendem a finalidade de tudo isto. Hoje em dia eu duvido muito. Diferentemente da forma como o assunto era tratado num passado não muito distante, fazer sexo hoje em dia é como beijar. É só lembrar das "ficadas" ou do sexo casual. Desassociar o sexo do amor conjugal, esse é um grande problema que explica a infelicidade de varias dessas pessoas nesse âmbito. Destroem o sentido sagrado que Deus deu a esse ato, que quando feito no matrimonio é sagrado, onde Deus deu o poder a dois seres humanos de gerarem um ser vivo, e constituírem família. Como é possível trocar isso, por apenas alguns minutos de satisfação e prazer. Não entrarei na questão do pecado (que nesse caso é gravíssimo), pois para se levar isso em conta se pressupõe alguma Fé...coisa que eu duvido que pessoas que se comportam assim, devem ter alguma. E caso tenham, seria bom tira-lá do fundo do armário e começar a suar, para tirar o pó, limpar as teias de aranha, etc.

Vivem uma vida sem foco algum. Um dia estava no ponto de ônibus, e enquanto um outro cara que conversava com uma moça, comentou o seguinte "A vida é para sentirmos prazer, gozar as coisas. Para que mais serviria?" Triste retrato da juventude moderna. Vivem atras de uma felicidade subjetiva, baseada na busca do prazer, do poder, ou de satisfação profissional momentânea, sem sentido fundamental algum. Por isso vivem uma vida sem desfocada, sem alvo, sem meta...e morrem de pavor da ideia da morte, que é absolutamente inevitável. Quando se lembram desse fato, as vezes é tarde demais. Falta que se lembrem disso, e se lembrem do fato, que o homem é transcendente depois da morte. E que nossos atos, aqui não serão esquecidos. Seja os bons, ou os maus atos. Falta lançarem os olhares para a Vida Eterna prometida por Aquele que é a Própria Vida em Si Mesma, o Homem-Deus Jesus Cristo. Falta que se lembrem que o ser humano é destinado a um fim muito maior que qualquer prazer que esse mundo sujo pode nos oferecer. Nosso fim supremo é Deus, esse é nosso destino.

As criaturas decepcionam, os seres humanos mentem, e muitos mudam de ideia como trocam de roupa. Apenas Deus não muda e mantem suas palavras. Apenas Deus nos ama, independente de nossas fraquezas, sempre nos chama ao perdão e o arrependimento de nossas faltas. Nada, absolutamente nada, nos fara plenamente feliz enquanto nosso ser não repousar Nele. Essa inquietação do homem, em busca da eterna felicidade, da felicidade suprema...Esse desejo existe para e encontra razão apenas no Nosso Deus e Nosso Pai.

Como dizem dois grandes Santos da Igreja:
"Senhor, fizeste-nos para Vós, e o nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Vós" 
(Santo Agostinho de Hipona).  

"Não perca de vista seu ponto de partida!" (Santa Clara de Assis).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Frases e pensamentos dos santos acerca da colheita do diabo ou ''carnaval''

Frases dos santos sobre o carnaval
 
“Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista”.
(Santa Faustina Kowalska)

“O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

(São Vicente Ferrer)

“Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-se-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo agora?”
(Santa Margarida Maria Alacoque)

O Servo de Deus, João de Folignodava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.
Santa Catarina de Senareferindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”
São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.
Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado...”
Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição!
Eles os trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer, por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica?
Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis, contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Ah! Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).
Nota: Pense duas vezes antes de ir para uma ''festinha'' de carnaval, embora você pense que não está fazendo nada de mais indo apenas para se divertir sem exageros, está promovendo esta festa imunda e pagã. Seja Católico e liberte-se disso, prepare-se para a semana santa ao invés de se entregar a esta festa nojenta!!!
Fonte: http://exercitocatolico.blogspot.com/2011/02/frases-e-pensamentos-dos-santos-acerca.html?sms_ss=orkut&at_xt=4d5fd2a15e0eef72%2C0

domingo, 5 de dezembro de 2010

Imagens e a Iconoclastia

O Antigo Testamento certamente conhece a proibição das imagens: "Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou em baixo, na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás" (Ex 20,4-5).
Está claro o motivo dessa proibição: a idolatria. Mas deverão as imagens sempre e necessariamente conduzir à idolatria? O uso ou o culto das imagens ameaça ou obscurece a transcendência de Deus? Pode o homem pensar sem imagens?
Já no Antigo Testamento a proibição de fazer imagens não era algo tão absoluto como pregadores fundamentalistas pretendem. Há, outrossim, textos que mostram que o próprio Senhor mandou fazer imagens para manter a piedade de Israel. Assim, no mesmo livro do Êxodo, também lemos, como vimos acima, que o Senhor mandou Moisés colocar dois querubins de ouro sobre o propiciatório da arca; era pelo propiciatório assim configurado que Javé falava ao seu povo. Por isso a Bíblia costuma dizer que "Yahweh está sentado sobre os querubins" (Ex 25,17-22). Caberia conferir, nesse sentido, outros textos como 1 Rs 6,23-28; Nm 21,4-9; etc.
Nem todos os judeus interpretaram a proibição do Êxodo e do Deuteronômio como absoluta, porque também introduziram o uso de imagens em sinagogas, como mostram os numerosos afrescos e mosaicos nas sinagogas de Bet-Alfa, Gérasa, Naara e a famosa sinagoga de Dura-Êuropos, na Babilônia, na qual Moisés foi representado frente à sarça ardente, o sacrifício de Abraão, etc., e túmulos judaicos em Roma, ornados com representações de animais e homens.
No Novo Testamento só é proibido venerar as imagens dos deuses pagãos (ITes 1,9; 1 Cor 5,10). As mais antigas catacumbas romanas já eram enfeitadas com representações cristãs, com muitos elementos derivados da arte profana dos pagãos.
Nem o Antigo nem o Novo Testamento, bem entendidos, proíbem a arte, a produção de imagens profanas. A imagem religiosa encontrava resistência não só em vista do perigo da idolatria. Eusébio de Cesárea se opôs ao pedido de Constantino de ter uma imagem de Cristo, dizendo ser impossível representar com cores mortas e sem vida este Jesus que já na terra era irradiação da glória divina (PG 20,1545). O Papa Gregório Magno repele a adoração das imagens, mas aceita seu uso pedagógico: "O que para os leitores a escrita é, para os olhos dos não-instruídos, o é a imagem, pois até os ignorantes vêem nela o que devem imitar, lendo nela inclusive os que não sabem ler" (Ep 11,13). Em outros termos, a imagem adquire valor complementar ao da palavra e dos sacramentos.
O cristianismo primeiro evitou, em geral, o culto das imagens por causa do perigo da idolatria. Mas cedo introduziu imagens como adorno e ilustrações, passando depois ao seu culto, sobretudo no Oriente. Aparecem, então, símbolos e figuras decorativas que lembram os mistérios da salvação em torno da pessoa de Jesus e dos apóstolos. Em pinturas e esculturas, artistas nas catacumbas ainda no tempo da perseguição contra os cristãos promovida pelo Império, passaram a representar as imagens de Cristo: Jesus corno pastor, Jesus corno pescador com seus apóstolos ou Jesus nos diversos relatos evangélicos. As imagens passaram a recordar a imagem original

Iconoclastia

Nos séculos IV e V, com o fim das perseguição, adesão do Império ao Cristianismo e a gloria da Igreja, com o apoio da hierarquia, desenvolveu-se urna iconografia gigantesca, inspirando-se ora no Antigo Testamento, ora no Novo Testamento. Salientou-se o Cristo Pantocrator, a Virgem e os Santos no fundo das ábsides basilicais. No Oriente bizantino, desenvolveu-se a iconografia com excepcional exuberância.
O culto das imagens exerce grande importância no rito bizantino como entre os cristãos ortodoxos em geral. A grade que fecha o santuário, chamada iconostase, é ornada de imagens. Trata-se de urna reação contra a iconoclastia dos séculos VIII e IX.
A Igreja do Ocidente aceita as imagens nos lugares de culto. Enquanto os calvinistas as rejeitam por contrariarem a Bíblia e alimentarem o perigo da idolatria, os luteranos mais recentemente defendem que o mandato de Cristo aos discípulos de pregar o evangelho em todas as línguas inclui também o uso da linguagem figurada do artista (pintor ou escultor). Lembram que a Bíblia se serviu de imagens, palavras de sentido metafórico, para expressar verdades divinas. Os luteranos alemães afirmam que quem, como Lutero, reconhece na música o veículo apto da fé e do amor dos cristãos, não pode deixar de reconhecer também nas representações visuais um instrumento apto para proclamar a verdade revelada.
No Ocidente, apesar de protestos, sob a égide de Roma e do movimento monástico medieval, desenvolveu-se uma vasta tradição iconográfica. Na época românica e gótica, as imagens, perfeitamente integradas na arquitetura, representam os mais variados temas bíblicos e hagiográficos. A partir do século XV, a arte mística e patética medieval passou a ser substituída pelo realismo renascentista. Quando, no século XVI, a arte entra em decadência, recoloca-se o problema das imagens no tempo da Reforma. O Concílio de Trento rejeita o ataque de idolatria, tentando disciplinar o movimento artístico cristão. O caminho, no Oriente, foi diferente, com duras lutas. 

A partir do século V, entre os cristãos, tomou-se comum a prática de acender velas junto às imagens nas igrejas ou em casa, oferecer-lhes incenso ou beijá-las. Dizia-se que quem beija uma imagem, beija o próprio Cristo ou o santo representado. Tudo parece indicar que essa prática desenvolveu-se primeiro entre o povo e posteriormente os teólogos tentaram justificá-la e, não raro, corrigi-la a partir da Teologia da encarnação de Deus em Cristo. Assim, quem negasse a imagem de Cristo, negaria a verdade da encarnação de Deus em Cristo. Sobretudo os monges dedicaram-se a satisfazer o desejo do povo de ver e encontrar ajuda nas imagens e oportunizar experiências da graça e de milagres. É de supor que já então, como hoje, o povo nem sempre respeitou os limites estabelecidos pelos teólogos entre adoração e veneração, instaurando-se abusos considerados idolatria. Só dessa forma se pode entender a violência da luta contra o culto às imagens (Iconoclasmo ou iconoclastia) que perdurou mais de um século.
O movimento bizantino de iconoclastia, nos séculos VIII e IX, também derivou da doutrina judaica (Ex 20,4-5) e da doutrina islâmica (Corão III, 43, etc.) e, de modo especial das doutrinas heréticas que insistiam na separação das naturezas humana e divina de Cristo (nestorianismo) ou em sua união em uma só natureza (monofisismo). Sob esse aspecto, a iconoclastia foi uma consequência natural das lutas cristológicas que tanto sacudiram as províncias orientais do império. 

A iconoclastia nasceu no império bizantino ameaçado pelo islamismo. Aos olhos dos governantes, deveria servir para acabar com práticas religiosas, que se confundiam com a idolatria, e para evitar a intervenção armada dos muçulmanos. Leão III Isáurico (717-741) foi quem desencadeou a querela das imagens. Este imperador, sírio de origem, conhecia o monofisismo e o islamismo. Os bizantinos, a exemplo dos gregos clássicos, preferiam as figuras humanas. As lutas cristológicas e a interpretação do Corão buscavam uma espiritualidade pura e a escolha dos velhos temas artísticos que ignoravam a representação de seres vivos. A aversão às imagens santas vinha dos fiéis que viam, no perigo exterior (árabes) e no interior, o castigo do Senhor, provocado pelos ímpios adoradores de imagens. Alegavam ser imprudente provocar os muçulmanos, que rejeitavam as imagens porque eram mudas e não respiravam.
A partir de 724, o imperador Leão III começou sua campanha contra as imagens e ordenou sua destruição. Os bispos reagiram a favor delas e o Papa Gregório II (715-731) condenou a iconoclastia de Leão III. Mas o imperador prosseguiu sua luta contra as imagens e contra seus fabricantes.
No Concílio Romano de 731, o Papa Gregório III condenou os profanadores de imagens e confirmou seu culto.
Constantino V, filho de Leão III, cultivou aversão às imagens. No dia 28 de agosto de 753, reuniu numerosos bispos em Heiria, na presença de um novo patriarca, cuja eleição havia favorecido, e promulgou no Fórum os decretos que proscreviam as imagens. Comparou o culto às imagens à idolatria. Proibiu a imagem do próprio Cristo. Dizia que a única imagem de Cristo é a Eucaristia tal como consta na liturgia de S. Basílio. Apesar da heresia de Constantino V, os bispos presentes em Heiria confirmaram o culto da Santa Virgem e a intercessão dos Santos.
A perseguição do imperador foi violenta, e houve numerosos mártires. Os patriarcas orientais e os latinos censuraram a iconoclastia oficial do palácio e do patriarca bizantino. 

Leão IV, filho de Constantino, era iconoclasta, mas não destruiu imagens, nem perseguiu os veneradores de imagens. Sua esposa Irene respeitava os monges e venerava as imagens. Depois da morte do imperador, em 780, Irene tentou acabar com a iconoclastia. Com a prévia aprovação do Papa e dos Patriarcas, foi convocado o VII Concílio ecumênico em 786. Nesse Concílio, realizado em Nicéia, em 787, foram condenados os iconoclastas, restabeleceu-se a união das Igrejas, o culto das imagens e a veneração dos santos.
Os iconoclastas, contudo, não desapareceram. Quando o imperador Constantino VI buscou apoio para obter a legitimação de seu concubinato com sua amante Teodotea, os iconoclastas reapareceram em cena. Irene retomou o poder (797-802). Depois os imperadores se tomaram mais moderados, exceto Leão V, o Armênio (813-820), que perseguiu os veneradores de imagens. Mas, defendendo as imagens, punham em dúvida o poder do imperador para legislar em matéria religiosa. Teodoro Estudita, por sua vez, insistia em que o Papa de Roma era a última instância para todas as questões de fé.
Em 843, houve o restabelecimento definitivo do culto às imagens no Oriente. Assim Bizâncio retomou seu espírito. A arte sacra recebeu um impulso excepcional, assegurando-lhe, durante séculos, lugar de primeira grandeza.
No Ocidente, os teólogos de Carlos Magno, nos Livros carolíngios (790) insistem em que as imagens não devem ser adoradas. S. Tomás de Aquino vê uma tríplice função da imagem: como instrumento de informação, ou seja, para instruir os que não sabem ler; como ajuda para a memória dos mistérios da salvação e como estímulo para devoção (In IV Sent., I. III, dist. IX a.2.). Em geral, os ocidentais admitem o valor próprio da obra de arte, mas mostram-se menos sensíveis, quando se trata de nela reconhecer o valor teológico da glória divina. 

Reflexões Teológicas

Se não se pode fazer imagem adequada de Deus transcendente, é verdade que na criação há um reflexo ou algum vestígio do mesmo, pois o livro do Gênesis nos fala do homem criado "à imagem e semelhança" de Deus (Gn 1,26). Em 1Cor 11,7s é confirmada a idéia de que o homem é a imagem e reflexo de Deus. O próprio Cristo, no Novo Testamento, é imagem de Deus, no sentido de que reflete plenamente em si próprio a substância do Pai (C1,1, 15).
Em Cristo, a noção de imagem assume seu significado mais realista. Pela fé, hoje ainda vemos como que em espelho, de maneira confusa; entretanto, depois veremos face a face; hoje conhecemos de modo imperfeito, depois conheceremos como somos conhecidos (lCor 13,12).
O mundo bizantino colocou, nos séculos VIII e IX, o confronto teológico da relação entre imagem e culto. Os teólogos orientais, nesse confronto, argumentaram: o ícone é o documento teândrico que anula a proibição vetero-testamentária de fazer imagens de Deus, pois supõe a encarnação. O que permite representar Deus é o fato de, em Cristo, ter-se feito homem. S. João Damasceno afirma: "Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus (n.). Com o rosto descoberto, contemplamos a glória de Deus" (Imag. 1,16). Por isso, o segundo Concílio de Nicéia, em 787, reconhece ao ícone o direito à veneração, não à adoração: "Na trilha da doutrina divinamente inspirada dos nossos Santos Padres e da tradição da Igreja, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda a certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto da imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, quanto da de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima Mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos"(DS 600).
Para os orientais, o ícone é uma pintura do gênero sacro, muitas vezes portátil, feita de madeira, segundo técnica particular. A teologia do ícone é iniciada na contemplação do mistério da encarnação, narrada em Cl 1,15: "Cristo é a imagem do Deus invisível" e termina por tornar-se uma teologia visual, numa teofania: "Quanto o Evangelho expressa com a palavra, o ícone proclama com as cores e o torna presente". 

Como diz São João Damasceno: "Quando se trata de imagens, é preciso considerar a intenção daqueles que as confeccionaram. Se a intenção é justa e reta e se as confeccionaram para glória de Deus e de seus Santos, por desejo da virtude, de fuga dos vícios e para a salvação das almas, é preciso recebê-las como imagens...livros dos iletrados; é preciso venerá-las, beijá-las, saudá-las com os olhos, os lábios, o coração; trata-se da representação de Deus encarnado, ou de sua Mãe ou de seus Santos, companheiros dos sofrimentos e da glória do Cristo" (São João Damasceno, Tratado sobre as Imagens, ano 738).    


O motivo da proibição de imagens, nos tempos de Moisés, é o fato de ser Yahweh um Deus que não se vê e, por isso, não pode ser representado. Toda e qualquer imagem que dele se fizer será inadequada. As gerações cristãs entenderam que deveriam procurar o acesso ao Invisível, passando pelo visível de Cristo. Nele Deus fez-se homem e como tal pode ser representado, não só na linguagem verbal, mas também na visual. Assim a representação visual, em tela ou escultura dos episódios da vida de Jesus, cedo se tornou o "catecismo dos iletrados". Nada obsta que a Deus Filho se atribua figura humana. O Espírito Santo, na Sagrada Escritura, não aparece sob figura humana, mas em forma de pomba (Mt 3,16) ou de línguas de fogo (At 2,3). Deus Pai costuma representar-se por um dedo ou por uma mão, sinais de ação e de poder, como sugere Lc 11,20: "Se é pelo dedo de Deus que expulso os demônios...", ou ainda na figura de um ancião, conforme Dn 7,9, que vê o Filho do homem caminhando em direção de venerável varão de cabeleira branca, sentado sobre um trono.
As imagens são sinais que impressionam a sensibilidade, da mesma forma como os sons, estimulando o espírito a aderir mais plenamente ao Deus invisível. Como a namorada sabe que a fotografia do seu amado, que carrega consigo na bolsa, não substitui a pessoa viva do mesmo, o cristão sabe que a imagem não é Deus, nem o santo que representa.
(...)
Apesar de nossas considerações teológicas, deve-se reconhecer que, algumas vezes, o povo se apega excessivamente às imagens em si, perdendo a clara e necessária distinção entre o meio, a imagem, e a pessoa a que se tributa a veneração ou, no caso de Deus, a adoração. Através dos séculos, a Igreja não se cansa de chamar a atenção contra os desvios.

Texto de Monsenhor Urbano Zilles, com modificações